ALICE

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terça-feira, 28 de novembro de 2017

Entrevista a Clementina Almeida

Na Activa de outubro vem uma entrevista com o nome:"Porque é que o meu bebé não dorme?"


Estas foram as minhas partes preferidas:

Porque acordam tanto os bebés mais pequenos?
No início, os bebés acordam por imensas razões: porque têm fome, porque têm necessidade de conforto, ou porque têm necessidade de colo. O colo é uma necessidade tão básica como a alimentação. Portanto deve-se mesmo pegar neles ao colo quando choram. Nos primeiros tempos, é muito estranho para um bebé estar separado da mãe, e o colo ajuda a colmatar essa mudança.

Diz que deixar o bebé "acalmar-se" sozinho é um desânimo aprendido...
Sim, e mais tarde teremos crianças inseguras, desconfiadas, com medos, porque o que faltou foi essa vinculação do primeiro ano. Deixá-los chorar tem consequências terríveis para um bebé, porque entra em stresse total. Imagine que estava em perigo e que não havia ninguém para salvá-la. É isso que um bebé sente. O cérebro segrega a hormona do stresse, o cortisol, que queima literalmente neurónios e é altamente destrutivo numa altura em que estamos na fase mais importante de toda a nossa vida em relação ao desenvolvimento cerebral.

Portanto, não se deve mesmo deixar os bebés chorar...
Claro que não. Inclusive o médico que o inventou, o dr. Richard Ferber, já veio pedir desculpas. Porque é evidente que ele há 20 anos não sabia, como nós sabemos hoje, o que se passa no cérebro dos bebés.

Deve-se adormecer o bebé ao colo?
Deve, porque não há colo a mais. O colo só faz mal a uma coisa: às costas da mãe.

Depois ele fica "mal habituado"?
Então se calhar o melhor é também pararmos de lhe dar comida, porque ele pode habituar-se mal... Uma mãe que dá colo ouve a sogra, a mãe, os tios e toda a gente a dizer-lhe que ele vai ficar "mal habituado". A parte mais difícil não é dar-lhes colo, é ouvir os bitaites de todos os que estão fora.

Em destaque: :)
Os bebés têm manhas?
Isso é uma projeção das más intenções dos adultos. Os bebés só fazem o que é preciso para a sua sobrevivência, quer para garantir a sua nutrição física quer para a sua nutrição afetiva, porque nós também precisamos de ser nutridos afetivamente.


A autora deste livro e do blog: https://mylabforbabies.com/

segunda-feira, 27 de novembro de 2017

Deadline

Quinta-feira, sem falta, os dois álbuns têm de ser enviados. Já começo a ficar com os nervos em franja. Só consigo trabalhar neles quando os dois já estão a dormir e eu quase capotada de cansaço... haja fé!!



Balanço do Black Friday

Estive 15 minutos para estacionar para ir ao híper comprar bens de primeiríssima necessidade: leite, pão, fruta e legumes. Ah, o fiambre perna extra estava com 25% de desconto. Volta e meia compro, desta vez compensou.

Pérolas da Alice

"Mãeeeeeeeeeee, o António deu-me uma chapada na perna!"

quinta-feira, 23 de novembro de 2017

Educar as emoções

A parte mais fácil na educação é ensinar-lhes as letras, os números, os países e os planetas, que em canções e lengalengas lá vão dizendo mais cedo ou mais tarde. A parte mais difícil na educação é ensinar-lhes a gerir as emoções, a expressá-las ou dosea-las de forma a que cresçam sem medo de chorar ou rir em fortes gargalhadas, de forma a que digam que amam ou que não amam as pessoas que cruzarão os seus caminhos.
A parte mais fácil é ensina-los a dormir a ...noite toda e comer a sopa até ao fim sem caretas. A parte mais difícil é ensinar-lhes a sonhar e a acreditar que os sonhos são meio caminho para a realidade. A parte mais difícil é ensinar-lhes que comer é partilhar, vivenciar e estar com os nossos.
A parte mais fácil é dizê-los “isso não se faz” e “mau, mau”. A parte mais difícil é ensinar-lhes as consequências dos atos e faze-los passar por elas. Os erros fazem parte do mais correto ser humano, corrigi-los é parte integrante do erro.


 Ajudá-los a crescer e a transformá-los em adultos de mente sã é o desafio mais complicado que podemos ter. Dar-lhes a ferramentas necessárias para que possam exprimir as emoções, para que possam conhecer a tristeza, a perda e a mágoa como sentimentos necessários e saudáveis na sua vida. Dar-lhes ferramentas para que possam partilhar a alegria, a bondade e a empatia com os outros.
Fazer-lhes acreditar que é bom chorar quando estamos tristes, que é bom rir quando a gargalhada teima em sair. Que é bom isolar-nos quando nos queremos só a nós e que é bom rodearmo-nos de gente quando sentimos que é vida é boa demais para se viver só. 


 Fazer-lhes sentir que as lágrimas e os risos podem andar de mãos dadas, que a tristeza é amiga da felicidade, que a mágoa não mata o perdão, que o coração é maior do que o peito que o guarda e que o cérebro nos guia o caminho ouvindo o coração.


Alice e António, não conheço um pai que não diga que o seu maior desejo é ver os seus filhos felizes. Mas também não conheço um pai ou não pai que saiba concretamente qual o segredo para se ser verdadeiramente feliz.

 Alice e António, esta mãe que vos ama profundamente não sabe mais do que qualquer outro pai e mãe. Esta mãe que vos grita com o mesmo sentimento que vos abraça, vai-vos ajudar a crescer nessa felicidade que não será constante mas será presente. Vai-vos ensinar a gerir o que os vossos pequenos corações nem sempre entendem e dizer-vos que vocês são importantes, os mais importantes da minha vida mas que o outro, o outro é tão importante como vocês e todo o respeito que merecem, o outro merece.

 Alice e António, mais do que vos desejar a felicidade eterna, desejo-vos que sejam crianças, adolescentes e depois adultos de coração bondoso e mente sã. A felicidade fará sempre parte da vossa vida se olharem o outro da mesma forma que olham para dentro de vós.


Da vossa mãe que aprendeu a ser feliz na felicidade e na tristeza.

 

quarta-feira, 22 de novembro de 2017

No domingo

O bolo um pouco maior, a família mais alargada, mais gritos, mais beijos, mais abraços e muitos saltos.



 
E descobrir que temos tão poucas fotos...
 

17 de novembro

Foi um dia de trabalho muito longo e mais intenso do que é costume. Cheguei a casa já passava das 19h.
Este foi o possível, mas não faltaram muitos risos, saltos, gritos, abraços e beijos carregados de amor...

Há 3 anos atrás a nossa família cresceu...

segunda-feira, 20 de novembro de 2017

Os dias correm...

... e não tenho conseguido aqui escrever. Foram dias de formação, dias de trabalho acumulado, dias de maior cansaço. Os dias correm e por aqui fica um pedacinho de como têm sido...


Uma visita à minha formação 

Aproveitar um domingo para trabalhar 

Falar para muitos...

E quando não estou a trabalhar começa o trabalho a sério...



segunda-feira, 13 de novembro de 2017

64 dias depois

António entra no colégio e, apesar dos pequenos amuos entre dentes, deixei-o na sala sem que ele vertesse uma única lágrima e sem que me chamasse mil vezes até eu desaparecer no corredor e deixar de ouvir o seu choro e chamamento.
64 dias depois, foi o tempo dele, nem mais um dia, nem menos um dia. O tempo necessário para se sentir minimamente seguro, amparado e ouvido.
Eu não queria esses 64 dias, eu queria 3 ou 4 dias para o meu próprio choro silencioso, para... a minha própria segurança e depois já nós, sorridentes e felizes nos despedíamos com um forte abraço à porta da sala.
O problema é que o tempo dos filhos não é igual ao tempo dos pais. O tempo, em que todos nos dizem que 60 segundos faz um minuto, 60 minutos uma hora, 24 horas um dia e por aí em diante não é bem verdade... não, não é, e eu apenas refiro duas de mil situações: uma criança à frente de um prato de sopa ou uma criança no desfralde e nós sentados com eles na sanita à espera do xixi.
64 dias depois, o tempo dele e não o meu, o tempo que o seu pequeno cérebro pediu-lhe para ter a certeza que ele não estava a ser abandonado e que, todos os dias, ao final do dia, lá estaria a mãe ou o pai para o ir buscar.
Aceitar o tempo que eles precisam, para falar, para andar, para brincar com os outros, para deixar a fralda, a chucha ou as birras é um desafio para qualquer pai. Este é um tempo só deles que não é igual sequer ao tempo dos irmãos ou das outras crianças, mesmo que nascidas no mesmo dia que eles.
E não importa que o filho da tua amiga tenha deixado a fralda aos 4 4 meses, a chucha aos 5 meses, tenha começado a falar aos 6 meses, que aos 9 meses já fale fluentemente 2 línguas, que corra aos 11 meses, que nunca tenha feito uma birra em público e que tenha começado a dormir toda a noite na primeira semana que saiu do hospital...
Não importa mesmo nada porque os nossos filhos têm verdadeiras conquistas todos os dias, num tempo que é só deles, no momento certo, a altura perfeita para eles (e os pais que esperem o tempo que for preciso e não desesperem porque esse tempo chega quando menos se espera).


Meu querido António, orgulhosa de ti, houve alturas difíceis mas tentei focar-me neste dia de hoje, nesta segunda-feira de chuva e mesmo não desejando que fossem precisos 64 dias, feliz por terem sido apenas 64 dias.

Adoro-te

Da tua mãe (im)paciente

quinta-feira, 9 de novembro de 2017

Serões

Quando o cansaço não me vence fico agarrada ao computador até depois da meia-noite....


quarta-feira, 8 de novembro de 2017

Novamente...

... a partilhar com os outros aquilo que sei (ou julgo saber).

Formação 

quinta-feira, 2 de novembro de 2017

Dia de todos os santos

A explicar-lhe o feriado:
Eu: "As pessoas aproveitam o dia de hoje para visitar o cemitério..."
Alice: "O que é um cemitério?"
Eu: "É onde estão enterradas as pessoas que já morreram. Hoje vão visitá-las."
Alice: "E nós temos pessoas no cemitério?"...
Eu: "Sim... tens lá os teus bisavós!"
Alice: "Oh, mãe, podemos ir ao cemitério, podemos ir ver as pessoas morridas, podemos?! Eu quero!"
Eu: "Vamos ver como corre o dia e se temos tempo..."
Alice: "Vamos mãe! E quando lá chegarmos podemos desenterrá-las para vê-las?"