ALICE

Lilypie Fifth Birthday tickers Lilypie Second Birthday tickers

quarta-feira, 20 de setembro de 2017

De manhã choveu mas...

... ao sair de casa já o sol tentava aparecer.

Do outfitt só as meias, o laço e os ténis foram comprados por mim.
O resto é roupa de primas e de filhas de amigas do coração. Eu adoro e ela aprende desde muito cedo que as coisas têm mais valor quando partilhamos ao invés de promovermos o consumo desenfreado.
Quando lhe deixa de servir parte é devolvido (as que assim desejam de volta) e o resto segue rumo para a prima mais nova.
Eu fui criada assim, gosto de criar os meus filhos assim. Sem falar do conforto financeiro que se torna na gestão de um orçamento familiar.

terça-feira, 19 de setembro de 2017

Zippy

Por aqui aproveitou-se os 25% de desconto direto no calçado infantil.
A par de meses separo um ou dois pares que ficam sem servir. No caso do António pode não chegar aos dois meses, no caso da Alice pode chegar aos 3/4 meses.
Já tenho a Alice no número 30 e o António (Bigfoot) no 27.

19,90€ (-25%)
Comprei o 31, pois tem 3 pares 30.
 
 
15,99€ (-25%)
Comprei o 28 porque ele tem 3 pares 27.
 

Muito verdadeiro!

Pinterest

segunda-feira, 18 de setembro de 2017

Uma piscina em casa

Podes não ter mas se tiveres amigos que têm ficas feliz na mesma e mesmo que não seja todos os dias como se fosse tua terá sempre um sabor especial em todas as vezes que fores.


sexta-feira, 15 de setembro de 2017

As câmaras de filmar

A Alice é uma menina que procura a razão das coisas, contesta aquilo que não haja justo, nem sempre acata sem perceber os porquês mas na escola, o que a educadora diz é lei. Hoje de manhã choramigava que não queria ir à escola. Tentei perceber a razão.
Alice: "Não quero ir por causa das câmaras!"
Eu: "Que câmaras?"
Alice: "As câmaras de filmar que a educadora vai ver. Ela disse que não queria ninguém a correr nos corredores. E que vai ver nas câmaras. E se ela vê que eu corri uma vez?!"
Eu: "Filha, a educadora só não quer que vocês andem aos trambulhões nos corredores. É normal que se tiveres muita vontade de ir à casa de banho que possas correr. Olha, se ela chegar atrasada talvez até tenha que correr também. Não te preocupes."
Alice: "Não! Não! Ela disse que não queria um, nem dois, nem três..."
Eu:"Vai correr tudo bem, as câmaras são apenas para vossa segurança para que não entre ninguém na escola que não seja da escola."
Se há câmaras ou não, não sei. Talvez a educadora use as mesmas câmaras que o pai dela tem, quando que lhe diz que sabe tudo o que acontece na escola com ela.

So true


Foi em trabalho mas sabe tão bem mudar de ares...









quinta-feira, 14 de setembro de 2017

Primeiro dia da Alice

Primeiro dia na escola nova e uma grande preocupação repetida várias vezes:"Mãe... e se eu não encontro o caminho para a casa de banho?"

quarta-feira, 13 de setembro de 2017

Isto não é um post

Não tenho escrito, para não falar do mesmo, para não dizer que o António chora todos os dias, para não dizer que continuo a deixar-lhe apenas de manhã, para não dizer que hoje já lá almoçou mas antes do meio-dia já o estava a ir buscar, para não dizer que vem sempre com as lágrimas a correr no rosto, para não dizer que fica com as lágrimas a cobrir-lhe o rosto.
Isto não é um post e eu não estou a falar do António...

segunda-feira, 11 de setembro de 2017

A ti, depois do teu primeiro dia

Meu amor,

eu sei que até hoje só te demos a conhecer o conforto do lar e a nossa companhia no teu dia-a-dia, pensas que o mundo é assim, que as crianças crescem nas suas casas e que só devem ir para a escola quando são muito grandes, assim do tamanho da tua irmã. Sei que não conheces outro mundo que não esse, um mundo tão confortável, quente, familiar e seguro.
Hoje não ficaste em casa, foste para um lugar onde muitos meninos e meninas brincam, tal como brincavas em casa mas com menos confusão e barulho. Não deves ter percebido muito bem o que ali estavas a fazer e porque nos fomos todos embora e te deixámos lá. Talvez possas até ter achado que te tínhamos esquecido lá apesar do "até logo".
Ficaste duas horas e naquelas duas horas choraste muitas vezes, choraste mais do que todos os outros, chamaste pelo teu pai, por mim e quem sabe pela Alice. Se ao menos tivesse ela ficado contigo, se ao menos tivesse ficado uma única pessoa da tua família, uma cara que tivesse estado contigo todos os dias da tua vida, só uma e talvez tivesses sido a criança mais feliz daquela sala. Talvez até chorasses quando te fosse buscar mas para não ir embora. Mas não foi isto que aconteceu... e como não tiveste ninguém teu, uma pessoa da tua segurança, choraste. Não quiseste comer nem beber, não quiseste brincar nem conhecer os outros meninos e quando entrei para te ir buscar, depois daquelas duas horas que pareciam intermináveis para ti e para mim, estavas em pé, agarrado ao teu mickey junto da educadora. Quando os nossos olhos se cruzaram desataste a chorar e a chamar por mim. Correste até mim como num pedido de socorro, ficando no meu colo num abraço tão forte como nunca na vida me tinhas dado.
Foi só o primeiro dia, o primeiro de muitos dias. Eu sei que o lugar que hoje não te diz nada será uma segunda casa e que as pessoas que nada te dizem serão uma segunda família. Onde hoje vês o desconhecido, amanhã será familiar e que cada dia será uma vitória nossa, nossa porque também eu tenho medo, porque também eu não conheço o lugar, nem as pessoas. Mas como sou adulta, consigo perceber o futuro, consigo reconhecer a meta mesmo sem a ter visto, sei que tudo melhorará, sei que será mais fácil e até gostarás de lá estar.
Quem sabe um dia, pode ser apenas um dia, chorarás para não ficar em casa...
Até lá, meu amor mais pequeno, preciso (para que o meu coração sossegue também) que compreendas, mesmo que muito lentamente, que este novo mundo é seguro para ti e que todos os dias, todos sem exceção, te iremos buscar, nunca te esqueceremos. E, sempre que houver um dia, em que estejas mais abatido ou doente, a tua casa será sempre o lugar onde irás recuperar e melhorar, no conforto que te é tão familiar.

Meu amor, amanhã tenho que te levar novamente, tenho que o fazer, mesmo que a vontade não seja muita, amanhã vai correr melhor e aos poucos, vais perceber e aceitar que neste novo mundo tens tanto para aprender e crescer...

Adoro-te!

Da tua mãe


Lavar a loiça

Para uns lavar a loiça é uma atividade corriqueira para outros um desafio à gravidade...

 

1º dia do António no colégio

Saiu de casa sem saber muito bem para o que ia, apesar de lhe falarmos várias vezes que iria para a escola brincar com amigos novos.
Saímos os 4. À porta do colégio ficou o pai, a Alice (ainda de férias) e o António. Segui para o trabalho.
Ficará apenas 2 horas neste primeiro dia. Ficou a chorar...
Ai Deus... ajuda-nos a superar este desafio.

quinta-feira, 7 de setembro de 2017

quinta-feira, 31 de agosto de 2017

Porque não te escrevo há muito...

Alice,
há uma grande qualidade que as crianças têm que, à medida que vão crescendo e ficando adultos a vão perdendo, essa grande qualidade é algo que vejo em ti, nos teus olhos, em todos os lugares que vamos. Essa qualidade faz-te ser grande, muito maior do que o metro e pouco de altura que ostentas nos teus 5 anos, essa qualidade faz-te vibrar de alegria e correr até mim apenas para dizer: "Mãe, mãe, fiz mais uma amiga!". Uma amiga, assim, em 5 minutos de conversa numa esplanada ou na areia à beira mar. Uma amiga que nunca mais irás ver mas que naquele tempo em que brincam e conversam são amigas para sempre. E nem sempre partilham o nome e gritam uma pela outra por "amiga".
Lembro-me de seres bem pequena, assim, menos de 1 metro de altura, ainda bem antes de teres 3 anos, lembro-me de entrares nas lojas e meteres conversa com outras meninas. Lembro-me da tua triste cara quando não te respondiam e te viravam as costas com o "consentimento" do pai ou da mãe, talvez contentes porque a filha não falava com quem não conhecia. Lembro-me até de um dia, numa das vezes que te ignoravam quando repetidamente tentavas falar com outra menina me perguntaste: "Mãe, aquela menina fala inglês, não é?" Mas não, não era. Era uma portuguesa, tal como a mãe daquela menina era portuguesa mas também para mim pareciam ser as duas de um outro planeta pois nem filha nem mãe foram capazes de ao menos te sorrir.
Alice, com o tempo saberás o verdadeiro significado da palavra amigo, o tempo te dirá que um amigo te completa, une-te sempre que te quebras e faz-te crescer nos momentos em que te sentes pequena. Mas agora, filha, faz todos os amigos que puderes, fala com todas as crianças que te apetecer, mesmo que te respondam: "a minha mãe não me deixa falar com estranhos" e venhas a correr com os olhos raiados dizer-me: "mas mãe, mãe eu não sou uma estranha, pois não?!".
Não percas essa qualidade infantil de achar e sentir que as crianças que contigo partilham meia-hora do teu dia, numa praia, num café ou num parque infantil são tuas amigas acabadas de fazer. E à noite, quando já deitada na cama, conversamos sobre o melhor e o pior do teu dia te digo: "Hoje fizeste novas amigas!" tu ripostas com: "Não mãe. Hoje foram amigas já feitas!" porque foi dia de encontrar quem já fez parte da tua vida em outros momentos e não quem encontraste pela primeira vez. E quando perguntas ao sair de casa: "Mãe, achas que hoje vou ter sorte?", "Sorte para quê, filha?", "Sorte de encontrar amigas minhas ou fazer novas amigas" como se isso fosse o momento alto do teu dia, a alegria de se sair de casa.
Conserva o mais que puderes essa vontade de fazer amigos, essa facilidade de conversar com outras crianças, essa alegria de brincar com quem não conheces, essa maneira de ver o que as crianças são todas iguais, sem olhar às roupas, aos brinquedos, ao país onde nasceram ou à casa onde vivem. Conserva essa ingenuidade de achar que todas as crianças gostam de conhecer outras crianças e brincar sem olhar aos preconceitos que os pais, consciente ou inconscientemente, passam aos seus filhos.
Depois cresce, mas cresce devagar, muito devagar. O tempo, os teus pais e os outros te ensinarão que ganharás amigos e perderás amigos, que serás feliz nas amizades e ficarás muito triste nas amizades porque não é possível levar connosco todos os amigos que fazemos, porque não podemos levar para casa quem não sente o mesmo que nós, porque o tempo não estica e terás de saber quem merece o teu tempo e quem só poderá ter um pouco desse tempo e ainda quem não pode sequer entrar nesse tempo.
Minha querida e maravilhosa filha (é o que os pais dizem aos seus filhos), faz amigas, conversa e brinca com amigas feitas e amigas por fazer, diverte-te, sê a criança meiga e sociável que és. Aguenta as más caras, os "não sou tua amiga" com um sorriso porque não estás a perder nada, não perdes porque todos os dias farás amigas novas.
Um dia, depois, vais crescer, já não farás amigas novas todos os dias nem em todos os lugares que fores mas terás contigo as que fizeste e que te iluminam a tua alma.

Adoro-te assim como és!

Da tua mãe

terça-feira, 29 de agosto de 2017

Ir à praia com os dois

Ainda não me tinha aventurado ir sozinha com os dois à praia. O António está numa fase que pouco fica sossegado e a Alice adora mar. Tentar olhar pelos dois, responder às exigências dos dois, ajudar a vestir ou despir a Alice sem que o António corra disparado praia fora, era algo que me fazia desaparecer a vontade que tinha em disfrutar do mar e areia.
Mas o dia chegou, e ouvir da boca de outras super mães: "Ai eu ia com os meus 3 filhos! Ai eu vou com 50 e ainda me deito ao sol a ler um capítulo inteiro! Ai, és tão pegada de cabeça! Ai, que mãe galinha!"
Ai! Ai! Aiiiiii! (já era eu a gritar mentalmente enquanto as outras eram super, super e eu mini, mini)
Pensei: "Na pior das hipóteses ficamos o tempo de despir, retirá-los das ondas a bater na praia ou de um buraco na areia, vesti-los e ir para casa."

Fomos, num final do dia, depois do trabalho, depois de uma lista de instruções à mais velha e do aviso de que se não corresse bem era uma vez sem repetir. Fomos e foi tão, mas tão bom... tão bom que voltámos ao mesmo lugar e à mesma hora no dia seguinte.







Praias já sem a confusão de pleno verão.
Mar calmo e temperaturas e sol bem mais amenos.

quinta-feira, 24 de agosto de 2017

Preciso de me refortalecer...


Uma ou duas mães?

Alice: "Mãe, quem vai ser a minha mãe quando eu for mais velhinha?"
Eu: "Sou eu! Vou ser sempre eu a tua mãe!"
Alice: "Tu?! Como é? Não vou ter outra mãe?! Não estás a perceber-me! A avó é a tua mãe, não é? Então quem vai ser a minha quando eu for assim da tua idade?"
Eu: "Sou eu! Eu saí da barriga da avó, ela foi sempre a minha mãe!"
Alice: "A sério?!... Então és tu? Mesmo quando eu for velhinha?"...
Eu, abrançando-a: "Sempre eu... para sempre."
Às vezes estamos tão longe daquilo que se passa na cabeça dos nossos filhos, daquilo em que acreditam e julgam ser a verdade. E eu prolonguei o meu estado de mãe para sempre como se fosse possível assistir ao envelhecimento da minha filha ao seu lado.


Auto-retrato
(Alice)

quarta-feira, 23 de agosto de 2017

Domingo e a procissão

O meu homenzinho.



     Tapete feito por nós, com a preciosa ajuda da Alice. No próximo ano já o António ajuda também. 

Quando pede muito alguma coisa, já nem me lembro o que era...

terça-feira, 22 de agosto de 2017

Adeus, bebé!

Aos poucos esta casa vê desaparecer os seus bebés para dar lugar a crianças. Custa-me um pouco e sinto que as fases que chegam dão menos trabalho físico (maior independência deles) mas dão-me mais desgaste psicológico (as perguntas, as perguntas, as perguntas, as exigências, os porquês, os porquês e todas as outras perguntas, as corridas, os choros).
Na sexta-feira à noite, mudei o António do berço para a cama. Agora poderá subir e descer da cama quando quiser e isso traz-me uma nova preocupação: manter a cancela das escadas fechada durante a noite também.
Tem corrido muito bem. Não se levanta sem chamar. Tem dormido com o queixume habitual de pedir muita água e ir à casa de banho mesmo sem vontade.
Adeus berço, adeus bebé...

Será desmontado e entregue à sua dona (uma amiga).
Esteve em nossa casa (na verdade connosco passou por 3 casas) quase 6 anos!
 
 

segunda-feira, 21 de agosto de 2017

sexta-feira, 18 de agosto de 2017

quinta-feira, 17 de agosto de 2017

Quando o universo nos devolve o que enviamos

Acredito que quando estamos carregadas de pensamentos menos positivos, quando sentimos que as coisas não correm bem, transmitimos essa energia em tudo o que fazemos e aquilo que achamos que vai correr mal acaba mesmo por correr pois é essa a mensagem que transmitimos.
Ontem fui à loja solidária deixar umas coisas para doar. Parei o carro, não tencionava demorar-me e coloco apenas 20 cêntimos no parquímetro. Levei os miúdos comigo, demorei-me um pouco mais, quando saí, lá estava a multa. Tinha passado 10 minutos. Apeteceu-me praguejar (apesar de não ser da minha personalidade), raios partam, pensei. Praticar o bem nem sempre é rápido quando se levam 2 crianças, quando se perde um pouco de tempo a ver o que a loja tinha para vender (adoro roupa em 2ª mão, confesso.)
Sim, acho que ando numa fase menos boa, mais carregada de contratempos. Essa multa de 6,60€ serviu para descobrir que tinha outra de 2015 de ticket de tempo excedido, tal como este. O problema: nunca vi nenhum aviso. O segundo problema: o valor é de 21€. O terceiro problema: vou reclamar e aborrecer-me.

Jardim

Vivo a poucos metros de um jardim público tão bonito e com parque infantil. Vou muitas vezes mas sinto que poderia tirar melhor partido deste lugar: levar lanche e fazermos piqueniques, levar brinquedos e deixá-los correr na relva, apanhar folhas. Normalmente, ficámo-nos apenas pelo parque infantil que existe logo à entrada.







São eles...

... que tão depressa me levam ao cansaço extremo como fazem todos os problemas parecerem insignificâncias da vida, dando-me toda a coragem que necessito.

quarta-feira, 16 de agosto de 2017

Sem palavras

Na cozinha ouço o grito da Alice que vem da sala. É grito tão familiar e que tem a ver com o António. Ouço várias vezes ao dia.
Chego à sala: O que se passa?
Alice: Mãeeee, o António estava em cima de mim como se fosse uma bandolete!!!

Acreditar sempre

Não é fácil, no momento, acreditar que as coisas más ou menos boas trazem consigo ensinamentos preciosos e não apenas dor. Não é fácil, no momento, acreditar que temos a força e a clareza para decidir e seguir em frente.
Eu já sabia (ou talvez não soubesse) mas agora que senti na pele os seus efeitos, aprendi que, num acidente de carro, nunca, em circunstância alguma, abdicar de chamar a PSP, mesmo que a outra parte pareça ou seja a pessoa mais honesta do mundo e queira resolver sem problemas, preenchendo a declaração amigável.
A polícia recolhe no local os dois depoimentos, faz o croqui e, desta forma, a justiça sobre o sucedido é algo mais fácil de se atingir.
Lição do ano, conselho de amigo: Um acidente, uma batida, um toque que seja que provoque danos materiais, ligue PSP.

Não espere do outro a atitude que teria, não tome por garantido no outro os valores que podem ser apenas seus.