ALICE

Lilypie Kids Birthday tickers

sexta-feira, 18 de maio de 2018

Ensinamento de mãe para filha

"Tudo o que não puder contar como fez, não faça."
Kant

É impossível termos uma vida isenta de erros ou de decisões que não nos possam envergonhar ou entristecer por não ter sido a melhor ou a aceitável, contudo, acredito que devemos ter como meta o agir corretamente, segundo os valores que nos regem.
Há uma coisa que batalho com a Alice e que nem é tão simples ou linear para alguém com a idade dela. O caminho a percorrer será sempre dela mas o farol devo ser eu.
Digo-lhe muitas vezes: "Filha, não é por ninguém estar a ver ou nunca ninguém vir a descobrir que nós vamos fazer algo que possa magoar alguém ou fazer algo que não é correto. Eu não decido fazer certo ou errado por medo de um castigo ou medo de descobrirem e pensarem mal de mim. Eu decido fazer o certo pelo aquilo que acredito ser certo e justo. Será isso que me dará a paz e tranquilidade que preciso para viver."

É assim que eu aspiro que a minha filha se construa. Aspiro que ela aja corretamente mesmo quando eu não estiver por perto, mesmo que ninguém esteja por perto e o coração dela saiba distinguir o certo e o errado e se sinta tranquilo por optar pelo certo, com ou sem testemunhas.




terça-feira, 15 de maio de 2018

Dizem que só quem passa é que sabe...

Dizem que só quem passa é que sabe,
Dizem que é um dor que não se explica,
Dizem que chega de mansinho,
Dizem que não o sentimos chegar no barulho dos carros, nas conversas com os colegas, nas discussões familiares,
Dizem que quando se faz ouvir já tomou conta de nós de uma forma tão poderosa que tudo o resto é silêncio no som ensurdecedor que se transformou
Dizem que depois disto nunca mais seremos os mesmos,
Sempre que ouço que mais uma pessoa sofre de depressão eu quase que choro, sinto-me como a minha Alice que me diz “Mãe, eu quase não aguentei as lágrimas nos olhos”, e quase que não aguento mesmo,
E sinto a impotência que a pessoa deve sentir em não se conseguir ajudar, como eu não a consigo ajudar e sinto como se ninguém a conseguisse ajudar,
E há uma parte de mim que se entristece, mesmo que essa pessoa não me seja próxima, porque uma parte de mim que pensa nela, nos filhos dela, na família dela, nos amigos dela,
E penso no porquê? Como? Como alguém desiste de si? Como alguém desiste dos filhos? Que sofrimento é esse incompatível com a vida? E como? Como não há médicos que consigam ajudar? Como se recorre tanto a químicos que não apagam problemas, químicos que apenas devem iludir, esconder e fazer com que a pessoa se levante de manhã mesmo que não o queira? E os problemas ficam? A tristeza permanece? A vontade de não viver é camuflada com nomes complicados que aprendem a dizer de trás para a frente de todas as vezes que os pronunciam num balcão da farmácia.
Que doença horrível é essa que chega a qualquer um, rico, pobre, com filhos ou sem filhos, com uma carreira de sucesso ou um desemprego prolongado? Que doença é essa que cresce cada vez mais e nos atinge a todos, direta ou indiretamente?
Dizem que só quem passa é que sabe?
Eu respeito quem sabe…

segunda-feira, 14 de maio de 2018

A hora de deitar....

Preciso de ter mais calma, ser mais paciente, respirar fundo mais vezes e relaxar. Não é fácil mas reconheço que posso fazer melhor e dar mais de mim.

Hora de lavar os dentes

quinta-feira, 10 de maio de 2018

Os verdadeiros armários cápsulas

Eu não consigo ainda, provavelmente nunca venha a conseguir mas talvez este seja o caminho... quem se atreve a tentar.




Há imensa literatura sobre a matéria. 
Inspirem-se para a primavera que anda aí em força.
Nestes armários cápsulas nunca se incluem para contagem a roupa interior, acessórios, roupa de desporto, de andar por casa ou roupa de cerimónia/festa. Sempre dá mais margem de manobra.




O meu armário montanha versus o armário cápsula

Tenho lido algumas coisas sobre o armário cápsula. Gosto de ver, fascina-me o lado prático, versátil e clean mas, para mim, seria immmposssívelll. 30 peças por estação ou pouco mais, não consigo. Talvez, pensando friamente, sejam apenas 30 peças que rodam mais, que me ficam melhor ou que realmente valem a pena usar. Mas ver tão pouca roupa pendurada ia mexer com o meu sistema nervoso.
Eu tenho melhorado. Tenho uma prática de alguns anos que me esforço por manter e que me ajuda no desapego. Por cada peça nova comprada, eu desfaço-me, no mínimo de 1, vá, em algumas situações voaram 2.
Eu tenho a sorte de em todas as casas que vivi, depois de uma vida a 2, uma pequena divisão (não passava de uma dispensa com boas dimensões) era sempre preparada para eu colocar as minhas coisas: roupas, sapatos, bijuteria e afins. Mas nunca chegava, nunca... ocupava também roupeiros do quarto e caixas plásticas por baixo de toda a nossa cama.
Hoje em dia, na casa que comprámos, o escritório foi transformado no meu "closet". Mais espaço, mais arrumação mas ainda assim, caixas no sótão com roupa da estação ausente.
Não vou conseguir um armário cápsula mas tenho um objetivo de vida: ter todas as minhas roupas e tralhas em apenas esta divisão da casa, todas as estações penduradas ao mesmo tempo. Não vai ser fácil. O processo exige um desapego maior do que o que eu pratico. Apesar de todos os meses dar roupa a algumas amigas ou deixar em lojas solidárias aquilo que sei que elas não gostam, continuo a ter mais do que eu uso. (Quando levo roupa às lojas solidárias gosto sempre de ver o que por lá há e são raras a vezes que não trago de lá peças.)

Razões do apego:

1. Eu adoro roupa que era da minha mãe, roupa que vinha da América no barril, roupa antiga ou "vintage" ;) e, por isso, algumas peças, principalmente, gangas, vou guardando numa caixa para a Alice. Pode ser que ela seja como eu. Se não for, desfaço-me na altura;
2. Penso que este ano não gosto ou estou farta mas para o ano pode ser das minhas peças preferidas (raramente acontece mas o meu cérebro ainda não se convenceu);
3. Como não compro fora de saldos ou promoções (raras excepções, raríssimas) parece que tenho pouco para vestir ou que não poderei comprar nada para substituir o que me vou desfazer;
4. Penso que vou dar e arrepender-me em menos de 1 mês.

Contudo, outras tantas razões me levam a dar e a dar com muita satisfação:
1. Quando tenho a certeza que determinada amiga vai gostar e usar mais vezes do que eu uso;
2. Quando tenho uma amiga (e tenho) que não pode comprar com a mesma facilidade com que eu compro e que adora as minhas roupas;
3. Quando estou tão farta de uma peça que mesmo gira, já não a posso ver;
4. Quando penso que tenho tanto ruído visual no meu closet, demasiado...

Para derem uma ideia como preciso de praticar o desapego, ser mais seletiva nas roupas, ter menos e melhor, apresento-vos o meu "pequeno mundo" e a sua desorganização.







Dois varões de ponta a ponta da divisão com a roupa pendurada. O calçado de menos uso numa prateleira de ponta a ponta, o restante no chão. Duas estantes, uma maior que outra. Dois módulos com gavetas abertas com roupa de andar por casa, pijamas e casacos de malha que não possam ser pendurados. No sótão umas 5 caixas plásticas (mais nada). No nosso quarto não ocupo nenhuma gaveta ou roupeiro.

Volta e meia entro e fico a olhar para as roupas e o resto. Penso em como me livrar de parte. Separo umas peças, esta semana foram 13. Sem ter comprado nada :) Depois nem se nota a diferença mas já fico contente quando encontro amigas com roupas que eram minhas.


terça-feira, 8 de maio de 2018

Fim-de-semana festivo












Sabichona

Alice a chegar a casa depois de um passeio:
"Aí mãe! Dói-me o pulso do pé!" (agarrada ao tornozelo)

domingo, 6 de maio de 2018

Dia da mãe

O meu precioso e delicado mundo...


sexta-feira, 4 de maio de 2018

Ao meu amor

Uma das músicas mais bonitas sobre o amor...


quinta-feira, 3 de maio de 2018

quarta-feira, 2 de maio de 2018

segunda-feira, 30 de abril de 2018

Fã n.1



Saia plissada Zara
Preço - 49,90€
Saldos - 9,90€

Saia plissada

Pode estar muito visto mas continuo fã n.º 1 desta peça...


















Pinterest

E lá vai mais um...


sexta-feira, 27 de abril de 2018

Minha doce menina...



Alice partilhava comigo o seu dia, com as discussões e lágrimas que disse não conseguir aguentar na escola por causa de outra menina.
Se por um lado não quero dar muita importância a esses dramas infantis, por outro quero ajuda-la a educar nas suas emoções. Quero muito que ela se mantenha sensível mas ao mesmo tempo que se transforme numa adulta resistente.
Ela explicava-me como uma menina lhe virava as costas, gritava-lhe na cara que não era sua amiga, que não queria ouvi-la. E ela me dizia: "Mãe, eu tentei, tentei segurar-me mas as lágrimas caíram-me dos olhos!"
Ela terá muitos momentos destes, tantos que perderá a conta às vezes que vai ouvir: "não sou mais tua amiga".
Ensina-la a ignorar quem não nos faz bem, explicar-lhe que as atitudes são de quem as toma, fazê-la compreender que todos temos momentos menos bons e todos cometemos erros não é fácil. 
Explicava-lhe também que, muitas vezes, os meninos e meninas mais agressivos são os que, nem sempre têm a atenção e o amor dos pais, ou que por serem muito agitados ou mal educados levam tareias em casa e depois na escola viram-se contra os mais pequenos. Ela com os olhos esbugalhados perguntou-me: "Mãe, o que é tareia?"
Minha doce menina, tão sabedora de tantas coisas e tão desconhecedora de tantas outras...